Aneurisma ainda na adolescência.

  • Esta bióloga foi submetida a embolização e também a cirurgia tradicional, para tratamento de aneurismas, quando ainda estava entrando na faculdade, aos 19 anos. Desde os 10 anos de idade vinha sendo tratada como epilética devido a crises convulsivas constantes que eram controladas por medicamentos anticonvulsivantes. Após 10 anos sem melhoras, fui submetida a uma ressonância magnética e posteriormente uma angiografia digital, onde foi diagnosticado um aneurisma cerebral. Como não se tratavam de um aneurismas pequenos, o neurocirurgião achou prudente me submeter a uma embolização antes do tratamento cirúrgico. Em momento nenhum me desesperei, apenas queria passar logo por tudo, sem adiar. A primeira etapa foi a embolização, onde foi introduzido um catéter na artéria da virilha e seria levado até o aneurisma, promovendo o bloqueio de fluxo sangüíneo total na região do aneurisma. Procedimento muito bem realizado e recuperação fantástica, sem qualquer tipo de dor. Depois de um tempo, partimos para segunda fase e talvez a mais preocupante, pois seria submetida a neurocirurgia, com uma craniotomia e ciente que poderia ficar com algumas seqüelas. Após a cirurgia fiquei com uma pequena seqüela na mão direita (o aneurisma estava do lado esquerdo do cérebro) e um pouco de dificuldade na fala. Seqüelas que duraram apenas 1 semana, que foi o tempo de internação. Outro procedimento muito bem realizado e com grande carinho do neurocirurgião que teve a paciência de cuidar do meu cabelo antes da cirurgia para que não fosse cortado. A cirurgia teve duração de 9 horas, o que causou um desconforto pós cirúrgico devido a longa duração sob efeito anestésico. Cerca de 15 dias após a cirurgia, já estava retornando a vida normal, trabalhando durante o dia e estudando durante a noite. Sou eternamente grata a esses dois grande profissionais que com enorme competência, atenção e paciência me ajudaram a seguir em frente com uma vida que estava só começando. T.C.S.S.

    Patricia Amorim,
    Embolização