Daqui pra frente, vida normal.

  • Daqui pra frente, vida normal ! Esta professora teve uma forma rara de aneurisma tratada por embolização — um falso aneurisma da região do pescoço. Tudo começou há cerca de 2 anos, quando, passando a mão pelo pescoço do lado esquerdo, descobri um “caroço”. Fiz uma ultrassonografia da região cervical e a médica disse não ser nada, apenas uma diferença no tamanho das amígdalas, uma era maior que a outra, daí eu sentir o “tal caroço”. Porém, em uma outra consulta ao Otorrino por causa de uma lesão no nariz, ele ao examinar rotineiramente a minha garganta, disse que eu estava com um abscesso. Perguntou-me se eu sentira dor ou se tivera febre. Respondi-lhe que não, em nenhum momento e relatei o exame da ultrassonografia. Preocupado e cauteloso o Otorrino mandou que eu fizesse uma TC. Uma vez realizado o exame retornei a ele que me orientou a procurar um cirurgião de cabeça e pescoço. Sem perder tempo, fui ao especialista, na realidade fui a dois, e os dois chegaram a mesma conclusão: Não era um tumor maligno, parecia ser um aneurisma na região cervical mas não iria fugir de um procedimento cirúrgico. Antes porém era necessário que eu fizesse uma arteriografia da carótida e suas ramificações. Sem indicação alguma, apenas tendo como referência o orientador médico do plano de saúde e Deus em 1º lugar, marquei o exame que teria que ser realizado no Hospital São Lucas pelo Dr. Eduardo Wajnberg. No dia marcado levei a TC e o Dr. Eduardo, muito atencioso, ouviu a minha história e viu o diagnóstico e os filmes da TC. O cirurgião me disse que tudo levava a crer que o que tinha era um tumor glômico da carótida e que, apesar de ser benigno, seria bem complicado e difícil de remover, (nem sempre com 100% de sucesso). Após conversar bastante e acalmar-me (pois eu estava apavorada!) fui fazer a arteriografia e, qual não foi a surpresa, quando ao término o Dr. Eduardo bastante admirado e aliviado, disse-me que o diagnóstico era bem melhor do que o esperado. Não era o tal tumor(que alívio!) e sim um pseudoaneurisma na carótida, o que seria muito tranqüilo de ser resolvido. Eu e minha prima, que estava comigo o tempo todo, vimos de fato o alívio do Dr. Eduardo ao ver o resultado do exame. Era um caso bem atípico, segundo o próprio Dr. Eduardo, provavelmente causado por algum trauma na carótida. Em 28/05/2008 fiz o procedimento cirúrgico de embolização com ele e sua equipe. Deu tudo muito certo! Duas semanas depois voltei ao consultório dele e agora só preciso retornar em julho e quando devo fazer outra TC só para nós certificarmos de que o pseudoaneurisma não mais existe. Agora daqui pra frente, vida normal! Confiar e agradecer a Deus sempre, por colocar em nosso caminho profissionais competentes e dedicados em nos ajudar. S.M.C.S.

    Paula Maria,
    embolização