Depoimento de uma ex-tabagista.

  • Aos 62 anos e fumante há mais de 50. Em novembro de 2007, durante uma reunião de família, sentei-me à mesa e senti uma dor muito forte nas costas. Levando a mão ao lado direito da mesma perguntei: Infarto dói nas costas?? Ou seria um crise renal? Levantei da cadeira e sentei-me no sofá para ver se amenizava a dor. Depois disso, só me lembro de ter acordado no elevador já de saída para o hospital. Do momento que sentei no sofá até o momento que acordei no elevador, passaram-se aproximadamente 3 minutos, de acordo com o relato dos meus familiares. Fui levada à emergência do Hospital São Lucas ainda lúcida. Lá contei o ocorrido e a médica de plantão disse-me que era uma crise renal, que não era nada demais e me deu alta, para que procurasse investigar um pouco mais levando em conta outras possíveis causas. Como eu havia acabado de realizar os exames periódicos, não levei muito a sério a pesquisa, mas também não desisti totalmente. Quando no final de janeiro de 2008 eu tive um segundo desmaio, resolvi procurar um neurologista. Exames específicos me foram pedidos. Os mesmos revelaram um aneurisma do lado direito do cérebro localizado na carótida. Fui encaminhada aos Drs Eduardo Wajnberg e Marcio Sampaio, que após a análise de laudos, eletrose ressonâncias, sugeriram que, apesar do meu aneurisma ter sido encontrado por um acaso, a cirurgia fosse feita em caráter de urgência devido o tamanho do aneurisma (1,3cm). Os médicos em questão explicaram-me que o processo cirúrgico a ser utilizado seria uma nova técnica de Radiologia Intervencionista que vem sendo usada com sucesso, a embolização do aneurisma com micro-molas. A intervenção cirúrgica, ocorrida no início de abril de 2008 e que durou mais ou menos 2 horas, foi um sucesso. A única coisa que senti em decorrência da operação foi uma incômoda dor de cabeça, chata, já prevista pelos médicos, a qual foi controlada com analgésicos. No mais tudo correu bem. Sinto que fui muito bem tratada e cuidadosamente orientada pelos médicos acima mencionados. Sei que agora terei que levar uma vida mais suave: evitar exposição ao sol muito quente, trabalhos físicos pesados e, principalmente, esquecer o cigarro. Eva Leal

    Eva Leal,
    Embolização