Ela tratou das 2 formas.

  • A mineira Susana de Freitas é uma prova dos benefícios da embolização de aneurisma cerebral. Submetida à cirurgia convencional e, anos depois a embolização, ela sentiu na própria pele prós e contras de cada um dos procedimentos. Há muito debate atualmente sobre como a embolização pode acelerar a recuperação e melhorar os resultados no tratamento de aneurismas cerebrais, mas a experiência de Susana diz tudo a respeito disso. Esta residente de Miguel Pereira, foi diagnosticada com dois aneurismas cerebrais potencialmente mortais e sobreviveu sem seqüelas aos dois tipos de tratamento. Em Julho de 2001, ela sofreu uma hemorragia subaracnóidea. “Estava arrumando a casa quando derrepente começou, certamente a pior dor de cabeça da minha vida”. “Fui para a emergência e passei vários dias no Hospital, com muita dor de cabeça, antes que os doutores realizassem a cirurgia para clipar o aneurisma”. “Ainda fiquei no hospital durante duas semanas depois da cirurgia,” ela se recorda. “Meus parentes vinham me visitar, mas minha cabeça doía…”. Susana sentiu fraqueza e dores de cabeça até 2 semanas depois da sua alta do hospital. “Levaram pelo menos seis meses até que eu me recuperasse por completo. Tive dores de cabeça durante meses”. Susana tinha retomado a sua vida profissional atarefada em que ela e a sua família tinham se ocupado após se mudarem para o Rio de Janeiro. Vários anos depois do seu regresso, entretanto, ela passou a sentir tonteiras e chegou a cair algumas vezes. Foi quando, o seu genro, que também é médico, incitou-a a ser avaliada novamente, esta vez por um neurologista. Os resultados da TC (tomografia computadorizada) realizadas foram chocantes para sua família: “disseram-me ainda tinha um segundo aneurisma para tratar, um aneurisma gigante, e que ele estava lá provavelmente há muitos anos,” ela escreveu. “O aneurisma estava na artéria vertebral e não em um bom lugar para cirurgia.” Quando um doutor recomendou uma conduta expectante, do tipo “ esperar-e-controlar em alguns meses” , ela cogitou no mesmo momento: “Quero outra opinião!” Embora estivesse em choque com as notícias do segundo diagnóstico de Susana, ele teve força de vontade para fazer a sua própria pesquisa sobre tão árduo assunto. “Ela é minha razão de viver” disse José Carlos de Freitas. “Somente tive algumas perguntas: Quem são os doutores que têm a maior experiência no Rio de Janeiro? Quem foi pioneiro neste tipo de tratamento?” Para encontrar essas, José Carlos conversou com vários médicos e pesquisou na Internet. O trabalho de pesquisa de José Carlos já o tinha reassegurado e sua esposa sobre as boas qualificações da equipe da Gavearad quando os três tiveram a sua primeira consulta. Na consulta, foram detalhados os benefícios do procedimento endovascular e “como se usaria molas muito pequenas para encher o seu aneurisma e um stent para manter as molas no lugar”. Ele nos disse – “Você não pode deixar isto do jeito que estará. Você não pode empurrar isso com a barriga,’” diz Susana. “Você entrará ao hospital de manhã, e você provavelmente terá alta no dia seguinte.’” Quando Susana entrou no Hospital no dia 12 de abril de 2006, o seu otimismo veio à tona por meio de um cartão que ela tinha recebido da sua filha Maria. Estava escrito: “Mãe! Espero que você fique tudo bem no seu problema da cabeça!” A expectativa da família cedeu quando o quando o procedimento de duas horas de Susana transcorreu totalmente sem problemas. Susana teve alta do hospital no dia seguinte, mas ela ficou na cidade, uma precaução que foi aconselhada. “Estive no Rio de Janeiro durante quatro dias, e nem fui ao shopping center”, escreveu Susana. Meses depois, Susana ainda chama a sua recuperação “espetacular” e fala maravilhas do procedimento que foi feito. “A embolização é realmente um avanço muito grande. É o futuro da medicina” ela escreve. “Fui muito, muito sortuda. E eu teria de dizer que sou uma exceção, pois fui submetido aos dois métodos de tratamento: fiz a cirurgia e, posteriormente fiz a embolização. Se pudesse escolher, faria apenas a embolização.”

    Susana de Freitas,
    Embolização